Tigres asiáticos
Os tigres asiáticos são um pequeno grupo de países de industrialização recente, sustentada em tecnologia de ponta, que os coloca como pequenas potências econômicas, entre os países chamados desenvolvidos.
Características Gerais do Desenvolvimento Econômico Recente:
O sucesso dos tigres asiáticos só pode ser entendido, a partir da análise histórica do desenvolvimento capitalista, a partir dos anos sessenta. Nesta década, o conhecimento técnico e científico acumulado já permitia um novo salto na estrutura produtiva dos países economicamente mais desenvolvidos. Podemos dizer que estaria ocorrendo, a partir de então, uma nova revolução industrial.
Como sabemos, a primeira revolução industrial data do século XVIII (1760) e teve como expressão máxima a introdução da máquina têxtil na manufatura e a máquina a vapor nos meios de transporte. A segunda revolução industrial data do século XIX (1860) e teve como base a expansão e diversificação da indústria mecânica, a invenção do motor de combustão interna e a implantação e expansão da indústria química.
A terceira revolução industrial introduz novos campos da ciência e da técnica na produção econômica dos países. Do ponto de vista meramente industrial, podemos dizer que esses novos setores estão voltados prioritariamente para a produção de equipamentos aeronáuticos, astronáuticos (notadamente, mísseis e satélites artificiais), nucleares (principalmente para produção de energia), química fina (ressaltando os fármacos), biogenética (com importância para os produtos transgênicos) e a cibernética, em seus vários segmentos, tais como, a informática e a nanotecnologia.
Esse conhecimento, no entanto, está de certa forma privatizado ou circunscrito a alguns institutos de pesquisa ligados, ou não, às universidades, mas controlado, sobretudo, por algumas centenas de corporações econômicas que, em geral, financiam essas pesquisas.
De fato, segundo dados divulgados em jornais, cerca de 300 corporações econômicas respondem por 70% da produção mundial. Para exemplificar, cito notícia de jornal que se refere a uma publicação da revista Forbes. Esta revista publica, periodicamente, as grandes fortunas pessoais dos magnatas do mundo inteiro. E um dos exemplos diz respeito ao dono da Microsoft, cuja fortuna (US$ 60 bilhões) é maior do que o PIB de 120 países, quando considerados individualmente. Cada manhã, esse empresário acorda cerca de US$ 20 milhões, mais rico.
Outro dado divulgado pelos jornais, e que merece ser citado, está relacionado com a importância do setor financeiro. Há, atualmente, cerca US$ trilhões que giram diariamente nas bolsas de valores do mundo inteiro. Grande parte desse dinheiro provém de recursos oriundos dos petrodólares, dos fundos de pensão, das companhias seguradoras e dos saldos comerciais das multinacionais, que estão nos bancos comerciais e centrais.
Trata-se de poupança do passado, da concentração e centralização de recursos não distribuídos aos trabalhadores. Esse montante de dinheiro que poderia se transformar em capital, isto é, em investimentos produtivos, geralmente é destinado às aplicações financeiras especulativas, ou para financiar os déficits governamentais, principalmente dos países economicamente menos desenvolvidos. A característica desse tipo de operação financeira é a aplicação de curto prazo, preferencialmente em títulos da dívida pública. Ao primeiro sinal de dificuldade de pagamentos do país devedor, essas aplicações financeiras rapidamente escapam para o Exterior. E aqui entra mais uma característica da revolução industrial, mais especificamente de um de seus setores: a informática.
O Conceito de Globalização: as transações financeiras se fazem instantaneamente pela via da Internet. Essa instantaneidade é o que melhor define o conceito de globalização. Globalização é realizar transações comerciais, financeiras, de projetos, entre outros itens, para qualquer parte do mundo, instantaneamente. Uma empresa pode transferir um projeto industrial para outra empresa fora do país de origem utilizando-se os recursos da Informática. Um computador de um outro país pode receber esse projeto e o transferir para uma máquina com dispositivo de comando numérico computadorizado (CNC).
Essa máquina CNC, um torno, por exemplo, pode trabalhar esse projeto, materializando-o em peças e componentes que, montados, se transformam em novas máquinas operatrizes. O que aconteceu de novo, neste exemplo dado? Simplesmente, a otimização do fator trabalho, com dispensa de mão de obra e, consequentemente, desemprego. Quem lucra com esse processo? As empresas, quando não há redistribuição de renda. Aí está, ao que parece, um dos mecanismos que leva à concentração de renda, e à formação das grandes fortunas.
Característica marcante da industrialização dos tigres:Falta, no entanto, entender como um pequeno grupo de países foi escolhido para receber investimentos produtivos que os tornaram tigres da produção mundial. Ao que parece, algumas condições históricas, culturais, políticas governamentais específicas, situação geográfica (proximidade do Japão) e especificidades das atividades industriais ali instaladas explicariam, de certa forma, o processo da industrialização recente dos tigres asiáticos.
Vejamos, a seguir, algumas características comuns desses países: predominância da indústria da informática e eletrônica em geral; ligação ou associação principalmente com os capitais do Japão, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha e França; transferência de tecnologia e equipamentos desses países para os tigres asiáticos; os tigres são países de mão de obra abundante e barata, permitindo às empresas ali instaladas vantagens comparativas nas transações comerciais com outros países; legislação geralmente favorável à implantação dos investimentos estrangeiros. A desregulamentação do mercado impede qualquer restrição aos investimentos; sindicatos fracos e legislação trabalhista que atende aos interesses empresariais e do governo; especialização da mão de obra e infraestrutura adequada à produção.
A cultura desses povos, em sua maioria, possui traços que incentivam o hábito do trabalho intenso, com fidelidade ao patrão que reproduz características do período feudal;
Essa questão dos valores culturais é de extrema importância, pois traduz comportamento, maneira de ver, sentir e agir das pessoas. Lembro-me dos camponeses afegãos que recusavam a posse ou usufruto da terra, quando o movimento militar que optou pela experiência socialista, em 1978, implantou a reforma agrária naquele país. Eles diziam que não poderiam aceitar uma terra que era da família X (a oligarquia política e econômica que dominava o país, anteriormente). Essa relutância em aceitar a mudança fortaleceu a reação da burguesia local, apoiada pelos Estados Unidos, e que terminou por derrubar, anos depois, a experiência socialista naquele país.
Como entender esse tipo de comportamento? A Dialética marxista nos ensina que as ideias quando ganham a mente e o coração do povo tornam-se forças materiais capazes de transformar a realidade social de um país; ensina-nos, também, que a realidade muda inicialmente e a consciência, geralmente, se atrasa em relação a ela. Determinadas ideias podem ainda subsistir na mente das pessoas, apesar de já terem desaparecido as condições objetivas que fundamentavam sua existência. São as sobrevivências, motivadas pelo retardamento no processo de assimilação das novas condições sociais vigentes.
Foi o que aconteceu no Afeganistão. A coletivização da propriedade agrária contrariava as ideias tradicionais de propriedade existentes na cabeça das pessoas. Por outro lado, elas não tiveram tempo histórico suficiente para assimilar as novas condições sociais implantadas no país.
As ideias arraigadas do trabalho intenso e a fidelidade ao patrão são duas características dos trabalhadores dos tigres asiáticos e, por isso mesmo, forças materiais que têm ajudado as burguesias nacional e internacional a implementar um modelo de desenvolvimento econômico baseado na exploração de mão de obra barata e dócil aos interesses empresariais.
O primeiro tigre asiático, na realidade, foi o Japão, seguido da Coréia do Sul. Nesses países, foram realizadas grandes reformas políticas e econômicas, entre elas, a reforma agrária e a educação para todos. É conhecido o caso do Japão. Saídos derrotados da Segunda Guerra Mundial, governo, empresários e trabalhadores firmaram um pacto, no qual se especificava o papel de cada um desses agentes. Ao Estado caberia a responsabilidade pela adequação da legislação trabalhista e eleitoral, pelos incentivos fiscais, além da formulação de planos de desenvolvimento (setenais, quinquenais e trienais), promover a educação, a reforma agrária e contribuir para uma política mais justa socialmente. Aos empresários caberia juntar esforços, formar as corporações, criar os conglomerados unidos ao capital financeiro e bancário, e garantir o pleno emprego aos trabalhadores. Em alguns casos, a garantia do emprego vitalício. Aos trabalhadores caberia o compromisso de não contestar o sistema capitalista, abandonando a luta revolucionária de caráter socialista; dedicação e aplicação ao trabalho, acatamento incondicional às regras contratuais e respeito e obediência aos superiores hierárquicos.
Quanto ao nível da organização da produção industrial, os empresários japoneses aplicaram não só os recursos disponíveis, mas também todas as técnicas da organização do trabalho, as normas técnicas internacionais de mercadoria, bem como o sistema de certificação da qualidade total. Esses recursos administrativos da produção tiveram grande ênfase nos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, para depois serem deixados em segundo plano, tão logo terminado o conflito.
O Japão, ao contrário, apossou-se daquela experiência, e copiou seus produtos. E após a implementação ininterrupta de sete planos setenais, ele se tornou uma potência econômica e industrial, capacitando-se para exportar tecnologia e capital para a periferia do sistema. O sucesso dos produtos japoneses no mercado mundial baseou-se na tríade qualidade, preço e assistência técnica, além da inovação permanente de seus produtos.
Em termos gerais, há dois tipos de tigre asiáticos: as plataformas de exportação e aqueles outros países que têm território, população e recursos naturais para se desenvolverem autonomamente. No primeiro caso, estão Cingapura, Hong Kong, Taiwan; no segundo, a Indonésia, o Vietnã, a Coréia, principalmente se unificada; e há ainda um tipo intermediário, sempre levando em conta as disponibilidades territoriais e de recursos naturais, que são a Tailândia e a Malaísia. Resta apenas um questionamento: A riqueza criada foi distribuída pela população? Ao que parece, não restou muita coisa para ela, além do salário e profissionalização de uma mão de obra abundante e barata. A produção das plataformas de exportação, por exemplo, está voltada principalmente para o comércio mundial. É uma riqueza das multinacionais.
Poderíamos dizer que o grande tigre da atualidade é a República Popular da China. E, ao que tudo indica, será a grande potência econômica dos próximos vinte anos.
Dados Gerais Sobre Os Tigres Asiáticos: Taiwan ou Formosa: ilha da República Popular da China, que mantém, contudo, estatuto de autonomia territorial, garantido pelo apoio político e bélico dos Estados Unidos. Capital: Taipé. Área: 35,8 mil km2. População: cerca de 23 milhões. Agricultura bastante desenvolvida, predominando as culturas da cana-de-açúcar, arroz, legumes, frutas e chá. Os recursos minerais limitam-se à hulha e ao gás. Metade da energia consumida provém de centrais nucleares. O setor industrial tem sido o responsável pelo rápido desenvolvimento econômico da ilha. Importa matérias-primas e produtos de base e exporta produtos manufaturados, principalmente têxteis e confecções, equipamentos eletroeletrônicos, produtos de plástico e brinquedos. Há também um setor importante de petroquímica e de turismo.
Hong Kong: ilha da baía de Cantão, na República Popular da China. Hong Kong está integrada ao território chinês, desde 1997. Não é mais um território autônomo, quando tinha por capital Victória. Área: 1,05 mil km2. População: cerca de 6,6 milhões. Antiga colônia inglesa, Hong Kong intermediava os negócios chineses com o mundo exterior. A China fornecia-lhe a quase totalidade de suas necessidades alimentícias, beneficiando-se, por outro lado, com importações de produtos industrializados, com os investimentos e a transferência de tecnologia realizados na ilha. Seu porto movimento cerca de 40 Mt de carga, por ano. Hong Kong vem experimentando grande desenvolvimento industrial, ressaltando os setores de vestuário, brinquedos, têxtil, eletrônica, cinematográfica, além de seus tradicionais estaleiros navais. Mais de 90% de sua produção industrial, baseada em investimentos de empresas inglesas, japonesas e norte-americanas, é exportada, o que torna a economia de Hong Kong bastante vulnerável às oscilações do mercado mundial. Aliás, essa será uma característica dos tigres asiáticos, muitos deles funcionando como plataformas de exportação.
Coréia (República da): país da Ásia oriental, ocupa a parte sul da península coreana. Capital: Seul. A união das duas Coreias (a do Norte e a do Sul) tem sido impedida pelos Estados Unidos que mantém, na parte sul da península, uma grande estrutura bélica e um contingente estimado em 70 mil soldados americanos. Área de 99 mil km2. População: cerca de 47 milhões. Agricultura: a elevada densidade demográfica do país (400 hab/km2), restringe à prática agrícola. Há escassez de terras férteis para o cultivo. A complementação alimentar provém da pesca e de algumas importações. Seu principal produto agrícola é o arroz (cerca de 8,5 Mt). Há escassez de recursos minerais e energéticos, embora tenha boa produção de hulha (cerca de 23 Mt ao ano). O desenvolvimento econômico tem sido sustentado pelo setor industrial, principalmente equipamentos navais, siderúrgicos (cerca de 23 Mt de aço), automobilístico, têxtil e eletrônico. Importa bens de produção (máquinas e equipamentos) e produtos minerais.
Cingapura: país insular do sudeste da Ásia, na extremidade da península Malaia ou Málaca, ligada a esta por uma ponte rodoferroviária e por um aqueduto que lhe assegura o abastecimento de água. Capital: Cingapura. Área: 618 km2. População: cerca de 3 milhões. Agricultura: um quarto da área é ocupado pelas atividades agrícola e pecuária intensiva. A situação estratégica de seu porto garante-lhe um movimento cargueiro de mais de 60 Mt, ao ano, e alimentou a industrialização recente. Recentemente, Cingapura tem-se afirmado como centro financeiro internacional. Aliás, o setor financeiro tem-se expandido enormemente nos países denominados tigres asiáticos em decorrência, principalmente, de seus saldos comerciais com o Exterior. Indústria: a economia cingapuriana tem-se especializado em atividades de alta tecnologia, o que tem atraído investimentos de empresas japonesas e norte-americanas. O setor de serviços é fortíssimo e responde por cerca de dois terços do emprego no país.
Malaísia é constituída da Malásia ocidental (na península Malaia ou Málaca) e Malásia oriental (constituída de dois territórios: Sabah e Sarawak, na porção ocidental da ilha de Bornéu, na Indonésia). Capital: Kuala Lumpur. Área: 330 mil km2. População: cerca de 22 milhões. Agricultura: A Malaísia tem ainda setores agrícolas significativos, divididos entre a produção alimentícia, como o arroz, e os cultivos do tipo plantations, herança do período colonial. Maior produtor de óleo vegetal e de borracha natural. Produz ainda bauxita, estanho em grande quantidade, e petróleo. A industrialização está em expansão crescente, beneficiando os produtos agrícolas e minerais, e diversificando sua produção em mecânica e eletroeletrônica. A Malaísia criou zonas industriais destinadas a pequenas empresas de ponta, e a partir da década de noventa deu o salto qualitativo para ser incluída no rol dos tigres asiáticos. Suas exportações destinam-se aos países asiáticos, à Grã-Bretanha, Alemanha e Estados Unidos. A liberalização da economia, uma característica dos tigres, favoreceu a entrada de investimentos. Sua capital ganhou importância e hoje conta com grandes investimentos na área imobiliária, cujo símbolo são as torres gêmeas com 450 m de altura. Mas o setor agrícola passa por dificuldades, principalmente as pequenas propriedades, e há pobreza por parte desses agricultores. O país passou por crise econômica, em 1997, com fuga de capitais externos, e a moeda teve forte desvalorização.
Tailândia: (Reino da) país do sudeste asiático (antigo Sião): Capital: Bangkok. Área: 514 mil km2. População: cerca de 63 milhões. A Tailândia Ocupa o oeste da península indochinesa e tem como eixo vital a bacia do rio Menam ou Meping. Clima tropical de montanha, o território apresenta um conjunto de planícies cercadas ao N e a O por montanhas e Mesetas a E; e maciços montanhosos na península com vales de aluvião. Nas planícies se cultiva, principalmente, arroz, mandioca e milho; pratica-se a pecuária (bovinos, bufalinos e suínos). Ao Norte e Oeste, cadeias montanhosas recobertas de florestas tropicais, de onde se extrai madeira. Ao sul, na península Malaia, com clima quase equatorial, pratica-se o cultivo da seringueira e da juta. A pesca é outra atividade de relativa importância para o país. O setor industrial tradicionalmente voltado para o beneficiamento dos produtos agrícolas e minerais (o estanho, por exemplo), começou a mudar a partir da década de oitenta, contando com investimentos estrangeiros do Japão, Taiwan, Coréia do Sul. Embora haja ainda algumas limitações de infraestrutura e de mão de obra especializada, a economia tem experimentado grandes avanços principalmente nos setores ligados à exploração de gás natural, à petroquímica e à eletrônica. O turismo e as exportações de produtos agrícolas (arroz, milho, borracha), têxteis, automóveis têm fornecido importantes recursos ao país. A partir da década de noventa, a Tailândia começou a se destacar nos meios financeiros internacionais como um dos novos tigres, mas não escapou da crise financeira de 1997, quando sua moeda sofreu um ataque especulativo. Ocorreram então várias desvalorizações cambiais; forte alta de juros; quebras de empresas nos setores financeiro e imobiliário; fuga de capitais externos; inflação; desemprego e profunda recessão. O País teve de recorrer ao FMI.
Vietnã (República Socialista do): Capital Hanói. Área: 332 mil km2. População: cerca de 80 milhões. Localizado na antiga Indochina, limita-se ao N com a China; a O com o Laos e Camboja; a E e ao S com o mar da China Meridional. O país compreende, de Norte ao Sul, três grandes regiões naturais: Tonquim, Anam e Cochinchina. Montanhoso ao N, principalmente a NO. Apresenta ainda planaltos calcários entalhados por vales fluviais como os rios Vermelho e Negro que nos baixos cursos, já na planície que se prolonga pela província chinesa de Guangxi, se abrem em deltas densamente povoados. Ao longo da fronteira com o Laos, eleva-se a cadeia Anamita, cujas vertentes íngremes caem sobre a estreita planície costeira da região de Anam. Planaltos cristalinos e sedimentares se estendem a partir dessa região montanhosa até o extremo sul do país, no delta do Mekong. O clima é tropical de monções, com pluviosidade elevada, que determina uma cobertura vegetal do tipo florestal. A agricultura, mais coletivizada ao N do que ao S, ocupa cerca de 60% da população economicamente ativa. Principais culturas agrícolas: arroz, café, chá, cana-de-açúcar, seringais; a pecuária conta com importante rebanho suíno. A pesca é bastante desenvolvida ao longo da costa vietnamita. O país é modesto, quantos aos recursos minerais, ressaltando, apenas, as jazidas de carvão e fosfato, e mais recentemente algumas jazidas de petróleo no platô continental que tem atraído investimentos externos da França, Grã-Bretanha, Hong Kong, Austrália e Países Baixos. O setor industrial ainda é pouco desenvolvido, contando com aciarias, adubos, cimentos, têxtil, e localizados principalmente ao N. A partir de 1991, o governo reorientou a economia e o comércio exterior, estabelecendo relações dinâmicas com os países do Sudeste e Leste da Ásia (Taiwan, Cingapura, Hong Kong, Japão e Coréia do Sul). A abertura internacional e a entrada de investimentos estrangeiros favoreceram a retomada do desenvolvimento econômico, já a partir de 1992. Há ainda algumas limitações de infraestrutura, porém a indústria tem-se expandido enormemente, mas também não escapou da crise financeira de 1997 que abateu, de maneira geral, sobre os tigres asiáticos. O Vietnã é, pois, mais um candidato ao reduzido grupo dos tigres asiáticos.
Indonésia: grande país insular do sudeste da Ásia, que agrupa a maioria das ilhas da Insulíndia, situado entre o oceano Pacífico, a E, e o oceano Índico, a O. Área: 1,9 milhões de km2. População: cerca de 225 milhões, com concentração em Java (60% do total, enquanto a ilha ocupa cerca de 7% da superfície total do país.). Capital: Jacarta. A Indonésia é constituída por um arquipélago que se estende por 5 mil km de O para E, e por mais de 1.500 km de N a S, localizado nos dois lados do equador, principalmente ao S. A maioria das ilhas é montanhosa, muitas de origem vulcânicas, e as planícies são pouco extensas. O clima é equatorial quente e úmido, com precipitações entre 1000mm e 3000mm anuais, o que explica a densa floresta que cobria originariamente mais de 60% do território. A agricultura emprega cerca de 45% da população, e graças à mecanização e à irrigação, o país tornou-se autossuficiente em alimentos, principalmente arroz (44 Mt) que constitui a base da alimentação de seu povo. Há ainda as culturas comerciais, herança colonial, como os plantations holandeses da borracha natural (1,1 Mt, ao ano). Produz, também, café, chá, azeite-de-dendê e tabaco. A pesca é bastante desenvolvida. Recursos minerais: o país possui abundantes riquezas minerais, como o petróleo e o gás natural. Os hidrocarbonetos constituem mais de 70% das exportações, voltadas principalmente para o Japão. Indústria: o setor está em franco desenvolvimento, favorecido pela exploração de minas de estanho, cobre, níquel e bauxita. A política de liberalização da economia, a partir da década de oitenta, atraiu muitos investimentos estrangeiros, que fizeram o país ser incluído no grupo dos novos tigres asiáticos. A produção é bem variada, incluindo produtos de base (aço, cimento), bens de produção e bens de consumo. A partir dos anos noventa, criou-se a expectativa de crescimento econômico acelerado, que se desfez com a crise nas bolsas de valores dos países asiáticos, no ano de 1997. Vulnerável ao comportamento dos investidores externos, a economia entrou em recessão, houve fuga de capitais e desvalorização da moeda.
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