CRISE ECONÔMICA ACIRRARÁ CAOS SOCIAL
Entrevista com Luiz Filgueiras - professor-pesquisador da UFBA
A crise do capitalismo nos Estados Unidos e no mundo acabou?
A crise mundial não é um ponto no tempo; ela é um processo, que se desenvolve
de forma desigual e combinada, no tempo e no espaço. O seu centro originário se
localizou nos países centrais, em particular nos EUA, mas, como não poderia
deixar de ser, afetou também, e duramente, a periferia. A sua natureza já é
bastante conhecida, tendo causas determinantes gerais e particulares. As
primeiras apontam para uma crise de superacumulação de capital, que se
manifesta, ao mesmo tempo, em superprodução, subconsumo e desproporção
setoriais. Nessa dimensão ela é semelhante às grandes crises do capitalismo,
como a de 1929. As
causas particulares (as segundas) dizem respeito ao novo padrão de
desenvolvimento capitalista construído desde os anos 1970, que deslocou a
hegemonia da acumulação para a dimensão financeira, o que implicou uma
radicalização da instabilidade, que é intrínseca à estrutura e à dinâmica desse
modo de produção.
A solução da crise, portanto, tem que se dar nessas duas dimensões. Com
relação aos determinantes gerais, a saída da crise implica um processo
de desvalorização e destruição da riqueza existente, realizada pela própria
crise e arbitrada pelos Estados capitalistas, mediante empréstimos, aquisições
(nacionalizações de empresas) e associações. A contrapartida dessa atuação
estatal, em socorro do grande capital, implicou um enorme endividamento dos
governos. E isto ocorreu em todos os países, mas mais acentuadamente nos países
desenvolvidos. Os atuais acontecimentos na Europa, com os diversos governos
propondo e efetivando cortes de despesas, demissão de funcionários, redução de
salários, reformas das previdências etc., são a continuação da crise, agora
atingindo, em cheio, o Estado e, como consequência, os seus trabalhadores. O
capítulo seguinte deverá ser uma recessão nesses países, com o aprofundamento
do desemprego.
Todas essas medidas, no entanto, não resolverão os determinantes estruturais
relacionados ao atual padrão de desenvolvimento. Portanto, a tendência é de
manutenção da instabilidade intrínseca a esse padrão. Isto significa que a
crise não terá solução em curto espaço de tempo. Não há qualquer pressão mais
significativa, por parte dos setores populares, que leve o capital a redefinir
o atual padrão de desenvolvimento. Na crise de 1929 havia uma conjuntura
política – existência da URSS e a ameaça do socialismo, a força dos sindicatos
e dos partidos socialistas e comunistas e mobilização de massas - que obrigou e
levou à redefinição do padrão de desenvolvimento, quando se instaurou o
compromisso socialdemocrata, o Estado de Bem-Estar Social e as políticas
anticíclicas keynesianas. Agora não há essa
circunstância, e isto é decisivo no modo como a crise está sendo tratada. Em
suma, a tendência é de um período prolongado de estagnação, com momentos curtos
de retomada de crescimento e reiteração dos problemas estruturais do atual
padrão de desenvolvimento.
A recuperação das economias capitalistas é, portanto, apenas superficial e
resultado da grande quantidade de recursos públicos injetados nas empresas pelo
Estado, a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos, Europa e mesmo no
Brasil, onde o governo Lula injetou dinheiro público nos bancos privados e na
construção civil?
Como dissemos anteriormente, os
Estados foram chamados a socializar as perdas e a arbitrar o processo de
desvalorização/destruição da riqueza existente. Daí o grande volume de recursos
públicos injetados. Isto resolve momentaneamente, dando o mínimo de ordem e
controle ao processo e recuperando a demanda efetiva para que ocorra uma
retomada do crescimento. No entanto, isto é insuficiente como solução cabal da
crise, pois não altera as características fundamentais do padrão de acumulação
que levaram à crise e que podem ser resumidos na total liberdade de movimento
do capital, em particular do capital financeiro – processo
esse consolidado pela quase total desregulação e liberalização financeira
estimuladas e implementadas sob a égide do
neoliberalismo, que radicalizaram a instabilidade do modo de produção
capitalista.
Por que a moeda brasileira está supervalorizada em relação ao dólar e quais
as consequências para o país?
Isto está acontecendo por motivos externos e internos. Externamente, em razão
da política americana, à qual interessa a desvalorização do dólar em relação a
todas as moedas, como forma de recuperação da competitividade de suas exportações
e inibição de importações; o que facilitaria a retomada do crescimento. O alvo
principal são os países da periferia e, em particular, a China. Internamente,
no Brasil, o problema é a elevada taxa de juros, que
atrai capitais especulativos e desvaloriza o dólar frente ao real. Mais
recentemente, o lançamento de ações da Petrobras no
mercado internacional também contribuiu para este fenômeno.
As consequências no curto prazo são o maior controle da inflação e uma perda
relativa de competitividade das exportações brasileiras e o estímulo às
importações, o que complica o balanço de pagamentos do país e aumenta, por
consequência, a vulnerabilidade externa conjuntural da economia brasileira. No
longo prazo, inibe o desenvolvimento de setores industriais de alta tecnologia,
condição fundamental para superarmos a dependência tecnológica própria dos
países da periferia do capitalismo, levando o país a uma especialização
regressiva em commodities. É o fenômeno conhecido como a "doença
holandesa", que afetou a Holanda nos anos sessenta e que implicou sua
desindustrialização.
A China está com a sua moeda subvalorizada, tem sofrido pressões do governo
dos Estados Unidos para valorizar o yuan, mas o
governo chinês já disse que não vai fazer isso, porque implicaria quebrar
muitas empresas, gerar desemprego e instabilidade econômica, social e política,
que pode trazer o caos a esse grande país da Ásia. Isso significa desdobramento
mais grave da crise, mundialmente?
A China vem sofrendo pressões para valorizar sua moeda há muitos anos. Mas ela
não fará isso, porque tem o controle de seu espaço nacional e se situa numa
posição privilegiada no cenário e na divisão internacional do trabalho. É o
principal credor dos EUA, tem o maior montante de reservas do mundo e atua
internacionalmente em todos os tipos de mercado, exportando produtos de baixa,
média e alta tecnologia. As próprias empresas dos EUA que estão sediadas na
China não têm nenhum interesse na valorização, que implicaria perda de
competitividade de suas exportações.
O yuan desvalorizado é parte fundamental da estratégia
chinesa de desenvolvimento; não seria realista imaginar que a China venha a
aceitar, unilateralmente, sem nenhuma compensação, mudar essa estratégia. No
entanto, caso ocorresse, haveria impacto negativo nas suas exportações, o que
exigiria uma maior participação de seu mercado interno para a manutenção das
atuais taxas elevadíssimas de crescimento do PIB – o que, por sua vez,
implicaria uma redefinição da distribuição de renda na sociedade chinesa.
Por outro lado, com a valorização do yuan, as importações serão estimuladas
mais ainda, com fortes impactos positivos para as economias de todos os países,
principalmente aqueles, como o Brasil, que exportam commodities importantes
para o desenvolvimento chinês. Mas tudo isso, se ocorresse, levaria a uma
deterioração do balanço de pagamentos da China, que não pode se dar a este
luxo, pois sua moeda não é conversível. Por fim, o interesse dos EUA na
valorização do yuan se
relaciona diretamente à necessidade de retomar o crescimento, reduzir seus
déficits fiscais e do balanço de pagamentos (aumentando exportações e reduzindo
importações) e também diminuir sua dívida pública.
Antes da eclosão da crise, a extrema direita conquistou governos de países
ocidentais, a exemplo da Itália, com Berlusconi; mas, no ápice da crise nos
Estados Unidos, o eleito foi Obama. Agora, nas eleições parlamentares, Obama
enfrenta dificuldades; a extrema direita do Partido Republicano faz uma
campanha acusando Obama até de comunista, que evidentemente não é. O
capitalismo está entrando numa crise que precisa de alternativas de
extrema-direita para sair dela?
Acredito que qualquer tentativa de saída mais à direita da crise, como estamos
assistindo na Europa, não terá sucesso em médio e longo
prazos; apenas expressa a recusa em redefinir o padrão de acumulação financeirizado - que tornou o capitalismo mais crítico
ainda, pois radicalizou suas tendências a superacumulação, em particular
acentuando sua dimensão fictícia (descolada da produção), e a sua natureza
regressiva do ponto de vista social e político. Com isso, a crise econômica se
transforma em crise política e não se ataca a questão fundamental para a
retomada do crescimento de forma menos instável, qual seja, a forma como vem
funcionando o capitalismo há 30 anos. Mas, como disse anteriormente, na atual
conjuntura não há ainda um movimento internacional dos trabalhadores e dos
setores populares que leve o grande capital a recuar. Portanto, o horizonte é
de crise política e social, sem resolução da crise econômica.
No Brasil, a polarização na campanha presidencial esquentou no segundo
turno, no qual a extrema-direita encontrou espaço para defender seu ideário
retrógrado e de intolerância. Isso está acontecendo por conta da crise
capitalista que poderá bater com força aqui no ano que vem?
Acredito que a maior visibilidade da extrema-direita, por meio da candidatura
do Serra, não tem relação direta com a crise. A questão fundamental, que levou
à adoção dessa estratégia (religiosa, conservadora e moralista) por parte de
Serra, se deve à existência de uma grande área de identidade das duas
candidaturas (Dilma e Serra). Em especial, há concordância na política
macroeconômica, que vem sendo adotada desde o início do segundo governo FHC:
metas de inflação, superávits fiscais primários e câmbio flutuante.
E esta política reflete um modelo econômico que foi construído a partir do
início dos anos 1990, com o Collor, Itamar, FHC e Lula. Esse modelo sofreu uma
inflexão a partir do segundo governo Lula, com aumento da importância do grande
capital da indústria de commodities articulado com o Estado que, por meio do
BNDES, vem financiando e patrocinando o fortalecimento e a internacionalização
de grandes grupos econômicos nacionais. Isto redefiniu, parcialmente, o bloco
de poder político dominante, com o aumento da importância desses segmentos.
É como se o governo Lula estivesse reconstruindo o tripé da época do modelo de
substituição de importações: capital internacional, capital estatal e capital
privado nacional. Só que, agora, sob a hegemonia do capital financeiro e não,
como anteriormente, do capital industrial. É isto que reverbera no debate sobre
as privatizações, ou quem é mais privatista; na verdade, aqui há uma diferença
na ênfase que se dá à maior ou menor importância do Estado e dos grandes grupos
nacionais no modelo de desenvolvimento, que segue, em qualquer caso, sob a
hegemonia do capital financeiro.
Embora a direita esteja presente no campo de alianças do PT, no governo Lula
e na candidatura Dilma, mantendo e desenvolvendo o modelo econômico, e sem
pretender alterá-lo, os tucanos e a candidatura Serra fizeram uma campanha mais
de direita e abriram espaços para porta-vozes da extrema direita. Isso acontece
como um prenúncio de que a crise permanece e pretende soluções que implicam
menos democracia no Brasil? Ou a radicalização, com intolerância, é só
eleitoreira?
Acho que há o uso eleitoral da extrema-direita pela campanha do Serra. Como há
dificuldades de diferenciação entre as candidaturas, a questão moral e
religiosa – na verdade uma falsa questão – apareceu como a única estratégia
possível para a oposição de direita. O governo Lula e a Dilma responderam, por
sua vez, com a questão das privatizações – entendida, de forma restrita, como
sendo apenas a venda de empresas estatais, como lhes interessa. Também é a
única distinção relevante que pode ser explicitada do ponto de vista de
propaganda de massa. Em suma, Serra faz uso eleitoral do ideário da extrema-direita
e Dilma se utiliza do fantasma das privatizações. Tanto num caso, como no
outro, as diferenças são bem menores do que aparentam.
Os partidários da candidatura Dilma sustentam que, apesar de sua moderação,
da política econômica conservadora e das alianças à direita, o governo Lula
teria trazido avanços para a qualidade de vida da população. E que a política
externa brasileira teria sido decisiva na derrota da ALCA e no apoio a países
como a Venezuela e a Bolívia, contra as pressões dos Estados Unidos. Dizem que
as privatizações foram interrompidas e que o poder público se fortaleceu no
Banco do Brasil, Petrobrás e em outros setores. E que o governo Lula manteve a
demarcação da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, apesar das pressões dos
militares e do agronegócio. Essas são diferenças importantes em relação aos
governos tucanos, na medida em que o modelo econômico da era FHC foi mantido e
desenvolvido?
O primeiro governo Lula foi, fundamentalmente, semelhante ao segundo governo
FHC: manteve o mesmo modelo econômico e a mesma política econômica, mas
ampliando o escopo da política social focalizada com a implantação do Bolsa Família. A partir do final desse governo e início
do segundo, o modelo sofreu a inflexão explicada anteriormente, por meio de uma
estratégia de articulação de grandes grupos econômicos nacionais por dentro do
e com o Estado. O capital estatal e nacional se fortaleceu relativamente ao
capital internacional no bloco de poder, mas esse é um preço que o capital
financeiro internacional tem que pagar para poder ter os dólares necessários
para remeter para o circuito internacional da acumulação.
Porém, a questão decisiva foi a seguinte: com a mesma política econômica, no período Lula, a economia brasileira obteve um desempenho melhor do que no período FHC, em razão do grande crescimento da economia mundial nesse período e que acabou desembocando na crise geral do capitalismo. Nesse período, com a grande melhora do balanço de pagamentos do país, a política econômica pôde ser flexibilizada quantitativamente: menores taxas de juros e mais crédito ao consumidor (inclusive o consignado), menores superávits fiscais primários e mais gastos do governo, permitindo aumentos reais do salário mínimo e dos benefícios da Previdência Social.
Portanto, maior crescimento e menores taxas de desemprego. Isto, sem dúvida,
melhorou o nível de consumo dos segmentos de menor renda. Mas isso não deve ser
identificado com a ampliação da classe média brasileira, como o governo Lula
propagandeia, a partir de um conceito estatístico, não sociológico, de classes sociais utilizado pelos institutos de pesquisa (classes A,
B, C, D e E).
(A,B,C,D e E) - são estratos de renda, não são classes sociais, estas se definem nas relações de produção de bens e serviços, a saber: proprietário e não proprietário dos meios de produção; explorador e explorado. No capitalismo atual: burguesia, pequena burguesia e proletariado – acrescento eu, Sólon.
De fato, o que ocorreu foi uma melhora na distribuição dos rendimentos do trabalho e uma quase manutenção da distribuição funcional da renda (entre capital e trabalho). E tudo isso porque houve um período de maior crescimento, quando pôde haver uma melhora relativa da distribuição sem transferir renda de um segmento social para outro, ou seja, sem maiores atritos. O pagamento de elevadíssimo montante de juros da dívida pública para o capital financeiro pôde ser compatibilizado, momentaneamente, com a ampliação do Bolsa Família e com o aumento real do salário mínimo e dos rendimentos da Previdência Social.
Quanto à política externa, ela de fato se diferenciou, mas acredito que não foi
decisiva para enterrar a ALCA; esta tinha fortíssimas resistências dentro dos
EUA, nos segmentos do agronegócio de lá – que perderiam com a criação da área
de livre comércio; o contrário aconteceria com o agronegócio do Brasil. As
privatizações, por sua vez, caminharam em outras direções: parcerias
público-privadas e articulação do BNDES com grandes grupos econômicos; a linha
de privatizar empresas estatais perdeu espaço. Em suma, estamos assistindo a um
movimento contraditório: o capitalismo está se fortalecendo no Brasil e, ao
mesmo tempo, a economia está se especializando, cada vez mais, na produção de commodities
agrícolas e industriais. O preço disso tudo tem sido a desmobilização dos
movimentos sociais e a despolitização da política, com o ideário socialista
cada vez mais distante da luta política.
A reforma da Previdência do funcionalismo e a transposição do rio São
Francisco, por exemplo, não são exigências do projeto neoliberal no país?
Todas essas ações do governo Lula estão no contexto do modelo liberal
periférico. A reforma da Previdência do funcionalismo foi uma medida política
para serenar os ânimos do capital financeiro, quando do início do primeiro
governo Lula. A obra citada faz parte da lógica do PAC, que é a de melhorar a
infraestrutura do país, por meio da articulação do Estado e de grandes grupos
nacionais, com o objetivo de fortalecer o padrão de desenvolvimento capitalista
que se está consolidando no país, qual seja,
caracterizado por uma especialização na produção e exportação de commodities. O
Pré-Sal, provavelmente, reforçará fortemente essa
tendência.
A manutenção da política de juros altos, a não suspensão do pagamento da dívida pública e a não realização da reforma agrária não são mais importantes para os capitalistas nacionais e internacionais?
A política de juros altos depende
de cada conjuntura; os ganhos financeiros podem vir tanto dos títulos públicos
quanto do financiamento do consumo, moradia etc. A reforma agrária não é do
interesse, em hipótese alguma, do grande capital. A terra é um ativo
financeiro, como outro qualquer, passível de ganhos especulativos; além disso,
uma reforma agrária massiva (em grandes proporções) traria sérios problemas
para a obtenção de mão de obra por parte do agronegócio. Com o boom das
exportações brasileiras e o acúmulo de reservas, a dívida externa pública
líquida tornou-se negativa e a dívida externa privada vai sendo administrada.
Enquanto existirem fluxos abundantes de capitais no mercado internacional, esta
não se coloca como um problema imediato.
No caso de a crise
se aprofundar nos Estados Unidos e no mundo, é possível uma saída à esquerda?
Só é possível uma saída à esquerda, num sentido "socialdemocrata", se
houver movimento de massa e pressão política, que levariam o grande capital e
os Estados capitalistas a redefinirem a forma de funcionamento do capitalismo,
como na crise de 1929. Mas esse é um processo muito complexo, que envolve um
conjunto enorme de circunstâncias que impedem um prognóstico minimamente
seguro. No entanto, as mobilizações recentes na Europa evidenciam que a
ascensão dos movimentos sociais não pode ser descartada.
Se a crise se aprofundar ainda mais no Brasil, haverá diferenças na forma de
enfrentá-la por um governo do PT ou dos tucanos?
Um governo dos tucanos, provavelmente, trataria a crise da mesma forma como o
governo Lula a enfrentou, isto é, com políticas (fiscal e monetária)
expansionistas, contrarrestando a tendência à
desaceleração econômica. Isto foi feito no mundo todo, em todos os países e em
todas as economias. Não havia alternativa dentro das circunstâncias. Quanto a
uma retomada da crise, futuramente, não dá para fazer prognósticos com relação
à diferenciação entre tucanos e petistas. Dependeria muito da forma como a
crise se expressasse.
solonsantos@yahoo.com.br - Ligeiras notas - notassocialistas.com.br - Entrevista realizada por Otto Filgueiras – Jornalista - 26/10/2010
Luiz Filgueiras, professor-pesquisador da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Economia pela Universidade de Campinas (UNICAMP), com pós-doutorado pela Universidade Paris XIII, na França, autor do livro "História do Plano Real" e coautor, juntamente com o professor Reinaldo Gonçalves, do livro "Economia Política do Governo Lula".